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OS SATYROS ESTREIA “CABARET TRANSPERIPATÉTICO”, SEGUNDA PEÇA DA TRILOGIA “PATRIARCADO”

Os Satyros, que está prestes a completar 30 anos, é uma das mais premiadas companhias de Teatro do Brasil e conhecida por trabalhos de grande impacto social levantando debates sobre problemas da sociedade.

Foi o que aconteceu de 2014 a 2017 com a trilogia “Pessoas Perfeitas”, “Pessoas Sublimes” e “Pessoas Brutas”, mostrando o universo de anônimos, entre prostitutas, dependentes químicos e psicológicos e pessoas das mais diferentes classes sociais e universos.

O mais novo trabalho da companhia também faz parte de uma trilogia, desta vez o que motivou o trabalho foi o momento que o Brasil atravessa de profunda tensão social, conservadorismo exacerbado e intolerância. A Trilogia “Patriarcado” teve início com a peça “Pink Star” e se fechará com a remontagem de “Transex” (de 2004).

A segunda peça estreou no último dia 4 de Maio, é o espetáculo “Cabaret Transperipatético” dirigido por Rodolfo Garcia Vázquez e criado coletivamente pelo próprio elenco.

A chamada “peça manifesto” mostra como transexuais, travestis, agêneros e não-binários precisam superar o preconceito e simplesmente SER.

Respeitando o lugar de fala de cada um, o elenco é composto por cisgênero¹, atrizes e atores trans², intersexo³ e agênero⁴ .

O texto foi desenvolvido através das biografias do próprio elenco formado por: Daniela Funez, Fernanda Kawani Custodio, Gabriel Lodi, Guttervil, João Henrique Machado, Léo Perisatto, Luh Maza e Sofia Riccardi.

Confira alguns registros da estreia feitos por Laysa Alencar:

 

Foram 4 meses de pesquisa e “Cabaret Trans Peripatético” estará em cena sextas, às 21h; sábados e domingos, às 19h30, no Estação Satyros (Praça Roosevelt, 134, Consolação, tel. 3258 6345), até o dia 30 de junho. Ingressos a R$ 20,00. Para todos que se declararem não cisgênero, transexual, agênero, não binário, travesti na bilheteria, entram gratuitamente no espetáculo.

Ficha Técnica
Direção: Rodolfo García Vázquez
Assistência de direção: Felipe Moretti
Dramaturgia: Coletiva
Supervisão dramatúrgica: Luh Maza, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Coordenação de Produção: Daniela Machado
Elenco: Daniela Funez, Fernanda Kawani, Gabriel Lodi, Guttervil, João Henrique Machado, Léo Perisatto, Luh Maza e Sofia Riccardi
Cenografia: Dan Oliveira e Rafael Santos
Cenotecnia: Alexandre Barbosa
Design: Henrique Mello
Operação de luz: Dennys Gonçalves e Axl Cunha
Operação de som: Alexandre Apolinário e Laysa Alencar
Figurinista: Lenin Cattai, Márcia Daylin (figurinista Cena Auditório)
Assistência de Figurino: Cinthia Cardoso
Fotografia: Laysa Alencar e Salim Mhanna
Sonoplastia: Rodolfo García Vázquez
Costureira: Lenin Cattai
Produção executiva: Israel Silva
Administração: Lucas Allmeida
Realização: Cia. De Teatro Os Satyros
Assessoria de Imprensa: Bruna Buzatto e Diego Ribeiro

 

¹ Cisgênero: indíviduo que se identifica com o sexo com o qual nasceu.

² Transgênero: indivíduos que não se identificam com o sexo ao qual foram designados ao nascer (ex. transexuais e travestis)

³ Intersexo: Indivíduo que nasce com características dos dois sexos

⁴ Agênero: Não se reconhece no binarismo Homem ou Mulher

Sobre Daniel Pereira

Um aquariano que vive com os pensamentos no futuro mas tem grande apego com o passado. Apaixonado por arte e Comunicação. Seu maior defeito é fazer mil coisas ao mesmo tempo a ponto de não ter tempo pra mais nada e mesmo assim vive criando coisas novas pra fazer.

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