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A PEQUENA SEREIA – O MUSICAL ESTÁ EM CARTAZ COM REFERÊNCIAS BRASILEIRAS

É a primeira vez que a Disney autoriza uma montagem de uma de suas obras no país sem a obrigação de ser uma réplica da versão americana. Por isso, ao assistir ao musical “A Pequena Sereia” que está em cartaz no Teatro Santander em São Paulo, você poderá se deparar com o caranguejo Sebastião cantar o seguinte trecho “Escama só de peixe” em um dos número musicais com Ariel. A frase faz uma piada à música “Envolvimento” de MC Loma que estourou nas paradas músicas no início deste ano.

Essa é apenas uma de várias adaptações feitas para a versão brasileira deste clássico sem deixar de fora a essência da história original.

Na versão original em inglês Sebastião tinha sotaque jamaicano, já nessa versão tupiniquim, Tiago Abravanel, ator e cantor que interpreta o personagem, faz um caranguejo baiano com direito a samba e “oxente”. Ele ainda utiliza gírias populares brasileiras, como no momento em que se refere ao príncipe Eric como “bofe”.

A ideia do sotaque baiano partiu de Mariana Elisabetsky e Victor Mühletthaler, responsáveis por traduzir e adaptar textos e canções, e foi abraçado pelo ator e cantor, que deu a ginga ao personagem adaptando os movimentos e até sambando no palco.

“Foi justamente por ter um sotaque forte do Sebastião na versão original vindo da Jamaica. Buscamos um sotaque que desse a brasilidade e que tivesse uma identificação com o mar. O Nordeste com suas praias e o sotaque gostoso, com suas peculiaridades inclusive do humor, só favoreceu para o personagem ser construído”, explica o ator

Apesar das adaptações, a história continua a mesma. Baseado no clássico de Hans Christian Andersen, o musical conta a história da sereia Ariel que vive no fundo do mar, mas quer mesmo é viver em terra firme, junto com os seres humanos. Para isso, ela faz um acordo arriscado com sua tia, a bruxa do mar Úrsula, e parte para uma aventura ao lado dos amigos Linguado (um peixe) e Sebastião (um caranguejo) com o objetivo de conquistar o amor de um ser humano para que possa viver da forma que deseja.

“Tentamos trazer para o espetáculo vários elementos brasileiros, tanto no texto, como na linguagem corporal e no sotaque dos personagens”, conta a diretora artística e coreógrafa Lynne Kurdziel-Formato, americana que já levou a peça da Broadway para outros países.

Ela cita as vitórias-régias –plantas típicas da região amazônica– que estão em uma cena que trazia pássaros e sapos na montagem de Nova York, o samba e a batucada em “Nosso Mar” (“Under The Sea”), principal número do musical, e também alguns ítens da sereia Ariel que serão típicos.

“Acredito que o povo do Brasil e sua diversidade estarão bem representados tanto nos personagens principais como nos secundários”, afirma.

Aos 33 anos, a protagonista Fabi Bang também destaca sua memória afetiva com a sereia Ariel.

“Nunca me senti princesa, mas eu sempre me senti aventureira e rebelde, desde a época que eu assisti o filme, com 5 anos de idade. Eu nem considerava a Ariel uma princesa. O traço mais marcante da personalidade dela, para mim, era rebeldia e a ambição em buscar novos horizontes”, diz sobre a atualidade que vê na personagem.

Fabi Bang ainda destaca as lições que podem ser tiradas da história da sereia que queria ser humana.

“Consigo fazer uma analogia muito direta, por exemplo, com um jovem ou uma criança trans que luta dentro de casa contra o preconceito, em busca da aceitação dos pais por uma coisa que fala muito mais alto do que ela. Indo contra o que ela nasceu, mas não é. Às vezes famílias muito religiosas que querem que o filho siga o mesmo caminho e o jovem não se identifica e busca uma outra espiritualidade”, exemplifica.

A ideia do espetáculo é de mexer não só com a nostalgia do público adulto, mas ir além.

“Essa ambição para ir atrás do que vai te fazer feliz é atemporal, vai fazer parte do contexto da vida de muita gente. Todo mundo vai se identificar”

A atriz frisa que a sereia tinha o desejo de virar humana antes mesmo de se apaixonar pelo Príncipe Eric, papel do ator Rodrigo Negrini no musical.

O objetivo da versão brasileira do espetáculo é resumida pela diretora artística e coreógrafa associada Fernanda Chamma.

“Crianças e adultos se encantaram nos testes e isso é de total importância. É Disney feito para todas as idades, mas com um tempero que vai atrair o público de uma maneira interessante.”

A temporada de “A Pequena Sereia” em São Paulo vai até o dia 29 de julho, ainda sem previsão para outras cidades. Com 2 horas e meia de duração (15 minutos de intervalo).

Confira um dos números musicais do espetáculo:

 

Serviço

Musical “A Pequena Sereia” em São Paulo
Estreia: 30 de março de 2018
Temporada: até 29 de julho de 2018

Local: Teatro Santander (Complexo do Shopping JK – Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi)

Horários:
Quinta, às 21h
Sexta, às 21h
Sábado, às 16h e 20h
Domingo, às 15h e 19h

Ingressos:
Quintas e Sextas
Frisas balcão: R$ 75,00
Balcão B: R$ 75,00
Balcão A: R$ 140,00
Frisas plateia superior: R$ 200,00
Plateia superior: R$ 200,00
Plateia VIP: R$ 260,00

Sábados e Domingos
Frisas balcão: R$ 75,00
Balcão B: R$ 75,00
Balcão A: R$ 140,00
Frisas plateia superior: R$ 220,00
Plateia superior: R$ 220,00
Plateia VIP: R$ 280,00

Classificação Etária: livre (menores de 12 anos permitida a entrada acompanhados dos
pais ou responsáveis legais)
Crianças:  até 1 ano de idade não pagam se ficarem no colo.  Acima disto, mesmo ficando no colo, pagam ingressos.

Duração: 2h30 minutos (com intervalo de 15 minutos)

Capacidade: 959 lugares

 

Sobre Daniel Pereira

Um aquariano que vive com os pensamentos no futuro mas tem grande apego com o passado. Apaixonado por arte e Comunicação. Seu maior defeito é fazer mil coisas ao mesmo tempo a ponto de não ter tempo pra mais nada e mesmo assim vive criando coisas novas pra fazer.

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