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“Repórter”, série idealizada por Eliane Brum, acontece hoje em São Paulo

A segunda edição de “Repórter” acontece hoje, dia 2, no auditório do Itaú Cultural em São Paulo a partir das 15 horas. A série do Itaú Cultural foi idealizada pela jornalista Eliane Brum para documentar a experiência dos grandes repórteres brasileiros, A melhor parte é que haverá transmissão pela internet e em libras pelo site.

O evento homenageia o repórter José Hamilton Ribeiro que, aos 80 anos, ainda trabalha e é considerado um dos maiores repórteres da imprensa brasileira. Em 60 anos de profissão, Hamilton contou vários Brasis e vários momentos desses tantos países que convivem no mesmo território. Trabalhou em diversas publicações impressas, entre elas a lendária revista Realidade, e também na rádio e na TV. Tem 15 livros publicados e é vencedor de sete prêmios Esso.

José Hamilton Ribeiro é o homenageado da segunda edição. (Foto: Caio Palazzo/Itaú Cultural)
José Hamilton Ribeiro é o homenageado da segunda edição. (Foto: Caio Palazzo/Itaú Cultural)

Programação

Às 15 horas acontece a abertura com Lúcio Flávio Pinto, jornalista paraense que, depois de trabalhar em vários jornais nacionais, criou o Jornal Pessoal. Esse mês o JP completa 28 anos de existência de forma independente, sem anúncios publicitários. Com tiragem 2 mil exemplares, o jornal tem 16 páginas, é quinzenal e vendido a R$ 5 em bancas e livrarias de Belém do Pará e região.

Apenas parte do acervo do Jornal Pessoal está digitalizada na internet. Para Lúcio Flávio, o compromisso maior é manter o jornal vivo e materializado, arriscando-se ao contato íntimo do toque. “A versão impressa atesta o compromisso do jornal com o desafio de se manter visível, acessível no mundo real e exposto democraticamente nas ruas”.

O profissional recebeu prêmios nacionais e internacionais por sua atuação. Também escreveu 21 livros, todos abordando a Amazônia. O Jornal Pessoal já foi tema de matérias no Washington Post, Le Monde, The New York Times, Corriere della Sera, The Independent, entre outros. Para entrevistá-lo, foram convidados dois jornalistas com experiência reconhecida na cobertura amazônica e socioambiental: Leonêncio Nossa, do Estadão, e Paulina Chamorro, das rádios Eldorado e Estadão. A mediação será de Claudiney Ferreira e Eliane Brum.

Logo após, às 17 horas, acontece o segundo encontro com o tema “Narrativas de Transição”. Serão cinco jornalistas, com diferentes trajetórias, contando como estão se inventando e reinventando de forma independente. São eles: Bruno Paes Manso (Ponte), Laura Capriglione (Jornalistas Livres), Bruno Torturra (Fluxo), Kátia Brasil (Amazônia Real) e Rene Silva (Voz da Comunidade).

Integrantes da rede Jornalistas Livres.
Integrantes da rede Jornalistas Livres.

Qual é o lugar e a importância da reportagem nesta época histórica? Como continuar sendo repórter e contar o seu tempo no momento em que as redações da “grande imprensa” encolhem e, em alguns casos, a escolha é por demitir os repórteres mais experientes e bem pagos? Como manter a reportagem viva numa realidade em que as assessorias de imprensa são maiores do que a maioria das redações da “imprensa tradicional” e, muitas vezes, os releases são publicados como se notícia fossem? Como garantir financiamento para a reportagem sem comprometer a independência que assegura a credibilidade da história contada? Quais são os limites entre ativismo e reportagem? É possível construir alternativas para o jornalismo fora das redações convencionais?

Encerrando as atividades desta segunda edição, às 20 horas, José Hamilton Ribeiro será entrevistado por quatro colegas de profissão: Audálio Dantas, Clóvis Rossi, Lúcio Flávio Pinto e Ricardo Kotscho. A mediação será da repórter e curadora da série, Eliane Brum.

Em 1968, Zé Hamilton testemunhou a Guerra do Vietnã. Nessa cobertura, perdeu a parte inferior da perna esquerda, na explosão de uma mina vietcong. Assim ele descreveu o momento: “De repente me senti no ar. Quando me dei conta, estava sentado no chão envolto em fumaça. Procurei meu intérprete, um americano de origem mexicana, e não o vi. Pensei que o rapaz tivesse morrido. Só aí senti que minha perna esquerda puxava. Olhei e não havia mais o pé. Só alguns minutos depois começou a doer”.

Na década de 50, Zé Hamilton foi impedido de se formar no curso de jornalismo da Cásper Líbero, por ter liderado uma greve. Começou a trabalhar como estagiário na Rádio Bandeirantes. Nos corredores, encontrava-se com artistas da música caipira, com quem conversava, ainda sem perceber a sua importância para a arte e também para a sua vida de repórter. Ainda em 2015, Zé Hamilton vai lançar a reedição revista e ampliada de “Música Caipira: as 270 maiores modas” (Realejo), desta vez acompanhada de um DVD.

 

Repórter
02 de setembro, das 15 às 22 horas
Auditório do Itaú Cultural – Av. Paulista, 149 – Estação Brigadeiro do metrô, São Paulo.
Aberto ao público (retirar a senha com 30 minutos de antecedência)
Transmissão ao vivo pela internet.

 

Com informações de Eliane Brum e Itaú Cultural.

Sobre Carolina Carettin

Caipira e graduanda em Jornalismo. Já quis ser detetive, psicóloga e primeira bailarina do Bolshoi. Desistiu das duas primeiras carreiras, mas ainda dança, nem que seja só a macarena.

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