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Projetos culturais lideram campanhas de financiamento coletivo

Segundo pesquisa realizada pelo Catarse.me, entre 2013 e 2014, três fatores definem a realização de um projeto: transparência, qualidade e, por fim, a recompensa. Entre as mais de 3 mil pessoas que responderam ao questionário disponibilizado em parceria com o Instituto Chorus, 53% admitiram que as recompensas são importantes para definir o montante de seu investimento, enquanto 72% valorizam a transparência.

O curta-metragem Quando parei de me preocupar com canalhas, do goiano Tiago Vieira, foi financiado através desses sites. O filme tem Matheus Nachtergaele no elenco e estreou em maio, num evento paralelo ao Festival de Cannes. No próximo mês, deve ter sua primeira exibição no Brasil, em competição no Festival de Gramado. Até hoje o diretor ainda não conseguiu se organizar para entregar todas as recompensas prometidas durante a campanha de financiamento.

“Tenho que repassar camisetas e cartazes, que demandam uma grana a mais. Vou fazer com calma, mas não escondo nada. Mantenho meu canal aberto e sempre comunico tudo que está acontecendo”, afirma. Tiago assegura que o compromisso será cumprido ainda este ano. Ainda assim, na pele de apoiador de outras oito campanhas parecidas com a que ele lançou no primeiro semestre deste ano, diz que seu objetivo não é material. “Quando apoio, quero que o projeto aconteça”, frisa.

Além do Catarse, os sites Variável 5, Vakinha, Kicante e Queremos! oferecem esse tipo de serviço. O crowdfunding já demonstrou a força que tem para o financiamento de iniciativas independentes no país. No campo da cultura, surge como uma alternativa ao estrangulamento das leis de incentivo. Em 2010, surgiu o Queremos! que se dedica à produção de shows.

As iniciativas culturais são mais populares e procuradas. Segundo a pesquisa Retrato do financiamento coletivo no Brasil, enquanto 52% dos entrevistados disseram ter interesse em fomentar propostas na área da cultura, 41% preferem as de viés social e 24%, temas ligados a empreendedorismo.

Fonte: Divirta-se Uai

Sobre Carolina Carettin

Caipira e graduanda em Jornalismo. Já quis ser detetive, psicóloga e primeira bailarina do Bolshoi. Desistiu das duas primeiras carreiras, mas ainda dança, nem que seja só a macarena.

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