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Azul Resplendor: peça peruana marca os 60 anos de carreira de Eva Wilma

Nada melhor para comemorar 60 anos de carreira artística e 80 de vida do que encenar uma peça inédita no país! É exatamente isto que Eva Wilma está fazendo: a atriz encabeça o elenco de Azul Resplendor, peça do dramaturgo peruano Eduardo Adrianzén que retrata com humor ácido e corrosivo os bastidores de uma montagem de teatro.
Este texto foi encontrado pelos diretores Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas, que percorreram a América Latina entre 2008 e 2009 para promover o teatro brasileiro e incentivar o intercâmbio entre as dramaturgias produzidas em espanhol e português. Deste trabalho, eles reuniram 1.200 peças (além de entrevistas gravadas com dramaturgos de 15 países), que pretendem publicar em breve.

Eva Wilma em Azul Resplendor está na pele de Blanca Estela, uma atriz que se aposentou precocemente e que recebe um convite inusitado, o de voltar aos palcos exatamente por intermédio de um texto inédito escrito por um de seus maiores fãs, Tito Tápias, interpretado por Genézio de Barros. Ela reluta muito em aceitar o papel e impõe uma condição: que o diretor seja um profissional de renome. Tápias, um ator frustrado que deixou a carreira para cuidar da mãe até sua morte, concorda e diz que com o dinheiro da herança pode contratar Antônio Balaguer (Guilherme Weber), o diretor de vanguarda mais consagrado do país, que poderá montar uma superprodução. Completam o elenco desta peça, a fiel assistente de Balaguer, Glória Campos (Lucina Borghi) e dois novatos, ela Luciana Castro, vivida por Débora Veneziani, atriz de sucesso e preferida do diretor e Giancarlo Veroni (Felipe Guerra), ex-modelo revelado em reality show e com sucesso na TV. De um texto que faria uma homenagem à veterana Blanca Estela, a montagem de Balaguer é uma reconstrução do original, com grandes equívocos e cenas megalomaníacas e surreais.
O dramaturgo peruano utiliza do ambiente teatral para ressaltar, com ironia e humor ácido, o jogo de poder no meio profissional, as ambições, vaidades, traições, frustrações e a dicotomia entre sucesso e fracasso.

O grande destaque de Azul Resplendor,além de podermos conhecer um autor do país vizinho, fica para a empatia e o entrosamento em cena de dois mestres da interpretação, Vivinha e Pepe, como Eva Wilma e Genézio de Barros são carinhosamente chamados. A cena final entre os dois personagens, em que as barreiras e as máscaras entre eles já caíram, é tocante.

Eva Wilma
Eva Wilma

 

 

“O teatro para mim é uma coisa sagrada. Ele pertence ao ator.”
Eva Wilma

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